02/06/09

Figo, vai dar conselhos a outro!

 

O futebolista Luís Figo é uma das várias personalidades dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE) que apela ao voto nas eleições para o Parlamento Europeu, que se realizam a 7 de Junho em Portugal.
Num vídeo gravado em português e em inglês, o jogador do Inter de Milão diz que a Europa também o ajudou a concretizar os seus sonhos.
"Não há vitória sem esforço nem democracia sem eleições. A 7 de Junho, vou votar para o Parlamento Europeu (PE). A Europa também me ajudou a realizar os meus sonhos. Façam como eu", desafia o jogador do Inter de Milão, dirigindo-se aos portugueses.

(fonte e resto da notícia: Jornal de Negócios)

 

Comentário:

Obrigadinho Figo, mas desde os teus conselhos para depositar no BPN, deixaste de ter crédito. Se queres mesmo saber, por mim o teu apelo convenceu-me a não ir votar: Vou votar mas é uma merda! Estou farto de dar crédito a governantes e a deputados que se governam e a mensagens de tipos bem comportados e endinheirados.

Quanto ao exemplo do teu esforço, serve de pouco, porque há malta que se esforça muito mais, durante uma vida inteira para conseguir ganhar o que tu ganhas num mês.

==>JF

26/05/09

Para pensar….

 

A reflexão sobre a importância das palavras, ou das ideias expressas de diferentes modos, de diferentes pontos de vista.

==>AA

25/05/09

Palhaçadas de azul e branco

 

Bem sabemos que era o jogo da consagração e por isso o ambiente era de natural festa. Por outro lado parece que a coisa já vem de trás. Todavia, o facto de alguns jogadores do F.C. do Porto entrarem neste último jogo da Liga, contra o Sp. de Braga, com a cabeça e o rosto mascarados de azul, emprestaram ao encontro um certo ar de circo, com palhaços coloridos.

Sendo que as regras costumam ser rigorosas quanto a certos aspectos, como a camisola fora dos calções, as meias descidas e o despir da camisola, não se percebe como a Liga e a nossa arbitragem permitem estas palhaçadas. Para além do mais creio que não dignifica nem o jogo nem o adversário. Inadmissível, seja a quem for.

==>JF

08/05/09

O ministro Maizena

 

ministro maizena pinho

Pinho, o tal elemento da famosa dupla Laurel & Hardy, perdão, Pino e Lino, é um bom amigo, diria mesmo, um amigalhaço. Ora como os amigos só dão bons conselhos, está descoberta a técnica que conduziu Pinho ao Governo do amigo Sócrates: Fartou-se de comer papa Maizena, creceu e tornou-se importante e inteligente.

Daí, não achamos nada de mal a apreciação, no conselho, se quisermos, que o ministro “acelera” deu ao outro amigalhaço, o Dr. Paulo Rangel:  "tem de comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares de Basílio Horta", a propósito da polémica sobre o programa Vasco da Gama.
Esta questão da papa Maizena tem a sua importância, pois não é de agora o ditado "...com papas e bolos se governa os tolos." Por outro lado, a ter em conta a arrogância do Pino, assenta-lhe bem outro ditado: “Comer as papas na cabeça de alguém”.
Não há Pinho como o nosso Pinho. Até em culinária nutritiva faz-se juz aos seu ministério da inovação.

 

Rui Pires

30/04/09

Apanhadas – Demi Moore

 

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(foto: Ellen von Unwerth)

Construtor de mundos….Para meditar

 

 

Este vídeo fantástico pode ser um clique para um mundo de reflexões.

25/04/09

25 de Abril de 1974 - 35 liberdades depois

 

 

cravos de abril

Recordo-me bem do dia 25 de Abril de 1974. Recordo-o sobretudo porque nessa tarde fomos mandados da escola para casa. Depois, durante o resto do dia, a televisão em constantes transmissões, onde sobretudo se via gente, muita gente na rua, misturada com soldados.

No imediato, no meu mundo de criança, não me apercebi da verdadeira dimensão do acontecimento, das suas origens e dos seus objectivos. Confesso que em todo esse período nunca tive noção do regime político em que o país estava mergulhado. Lembro-me, apenas, creio que pela segunda-classe, de um qualquer colega de carteira ter dito no recreio que quem falasse do Caetano seria preso. Veio-me logo à ideia o Sr. Caetano, um nosso vizinho, lavrador abastado e barrigudo. Seria esse o Caetano? Durante mais alguns anos pensei que sim pelo que quando calhava em cruzar com o homem, todo eu era educação e respeito, não fosse mandar-me prender.

Bom...o certo é que pelos anos seguintes fui tomando a natural noção do significado da Revolução que veio a ser baptizada "dos cravos". Hoje, à distância de 35 anos, dou como sábias as palavras de alguém que deixou mais ou menos escrito que as revoluções são pensadas por idealistas, levadas a cabo por fanáticos e aproveitadas por toda a espécie de oportunistas. Sem grandes considerações filosóficas e análises histórico-sociais profundas, quase sou obrigado a concordar com este sumário da nossa Revolução.

É certo que a liberdade conquistada permitiu a que Portugal encontrasse o seu próprio destino e retomasse um caminho de progresso e desenvolvimento, que dizem ter sido atrasado 40 anos, mas hoje, à distância de quase outro tanto tempo, sobram muitas desilusões conquistadas nesse histórico dia de Abril. A liberdade hoje está transformada em libertinagem; O exercício do poder, seus tentâculos, clientelismo, oportunismo, corrupção e favorecimento, continuam piores, com a agravante de exercidos de forma clara. O povo continua a ser o pião das nicas e a sua liberdade só serve para legitimar governos, governantes e políticos quase sempre incompetentes.

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Hoje reconheço que nessa época da nossa História havia medo, não um medo generalizado mas um medo elitista, da classe pensadora, dos homens e mulheres, não do campo e das fábricas, mas dos livros, da cultura e das artes. O povo, na sua maioria, não tinha medo. Não tinha medo da insegurança, pelo que os seus filhos brincavam alegremente na rua, na escola, nos pinhais. As portas das casas e dos comércios podiam ficar escancaradas durante o dia e durante a noite. Hoje temos medo de deixar sair as nossas crianças fora da porta e até a escola tornou-se tudo menos um exemplo de virtudes, educação e disciplina. Quem então trabalhava para o sustento do dia-a-dia hoje continua a ter que o fazer, com a agravante de ter que ganhar para o pão e para os livros da escola mas também para os carros, para a casa, para todo um conjunto de inutilidades, para pagar os medicamentos para curar as nossas depressões, para engordar os bancos e os cofres públicos. Os outros, a tal classe elitista, foi quem mais ganhou com o 25 de Abril, porque deixou de ter medo e hoje é quem ocupa os grandes cargos  dos governos, das instituições, enfim, o poder, o seu exercício e as suas altas benesses.

Hoje reconheço que a liberdade teve um preço demasiado caro e vivemos mergulhados numa crise, num desemprego que fustiga quase todas as famílias, onde a economia geral atinge valores idênticos aos dos anos 70, onde a criminalidade, ligeira e violenta enche as páginas dos jornais e os ecrãs da televisão, onde os criminosos vivem e actuam sem medo de um sistema que os devia castigar e onde o povo, desprotegido, continua a ter que "pagar as favas", onde quem tem dinheiro é que se defende, onde quem tem  "padrinhos" é que aspira aos melhores cargos e lugares.

Enfim, o povo continua unido (nesse dia gritava-se " O povo unido jamais será vencido"), mas unido no desfavorecimento, na insegurança e na incerteza, porque no resto continua dividido, porque as desigualdades que existiam antes do 25 de Abril continuam a vigorar 35 anos depois.

Foi para isto que serviu o 25 de Abril de 1974? Claro que não, mas, por desgraça do nosso destino, tenho dúvidas que no cômputo geral estejamos melhor. Livres, é certo, mas inseguros, endividados e desprotegidos, face ao presente e sobretudo face ao futuro, já não tanto de nós próprios (os da minha geração e mais velhos), mas fundamentalmente dos nossos filhos e dos nossos netos.

Mas eu quero acreditar que, mesmo assim, apesar de nem tudo ter sido perfeito, o 25 de Abril de 1974 valeu de facto a pena. Tenhamos esperança, pois nela ainda reside a génese dessa Revolução.

 

Fonte: Santa Nostalgia